A limpeza das mãos é um mal sinal.
Sala cercada de espelhos. O olhar recai na cadeia infinita de imagens formadas pelos inúmeros reflexos. Se fixar a atenção demasiadamente, é bem provável que a mente se depare com um mundo paralelo.
Queria eu ser aquela personagem que está em constante verbo "fazer".
Queria eu arrancar ao menos um espelho da parede e construir uma silhueta decente com ele. Ou ainda talvez botá-lo no chão e observar os corpos brincando com um chapéu coco.As promessas de documentar tais processos artísticos, porém, foram deixados pra trás. Veja só, estamos no meio de Janeiro e a argila no armário já está seca, assim como suas palavras e criatividade.
Declaro: Precisa-se de água.
-Barbara-
Postado por
Unknown
Nenhum comentário
Postar um comentário